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08 de Dezembro

assA poetisa Florbela Espanca matou-se na cidade portuguesa de Matosinhos, região do Porto, no dia em que completava seu 36º aniversário. A versão mais provável é que tenha consumido uma dose excessiva de tranquilizantes. Sua vida foi sua obra. Poeta portuguesa de lirismo forte, Florbela de Alma da Conceição Espanca nasceu em Vila Viçosa, no Alentejo, no dia 8 de dezembro de 1894. Assim como seu irmão, era filha ilegítima e cresceu na chanerca, espécie de caatinga alentejana. Em 1908, mudou-se com a família para a capital. Lá, cursou Direito na Faculdade de Lisboa, colaborou com alguns veículos impressos da época, além de traduzir vários romances.
Alternando sua natural candura com o olhar de uma mulher decidida, Florbela foi uma mulher disposta a enfrentar o mundo. De personalidade vigorosa, cuja fome de amor e tensão erótica brotavam de tudo o que escrevia, inovou na medida em que se entregou aos seus versos, sem receios. Casou-se três vezes: com Alberto Moutinho, o oficial Antônio Guimarães e Mario Lage. Para seus conturbados amores, escreveu Amar. Embora dona de uma vida tumultuosa, inquieta e cheia de sofrimentos íntimos, a autora soube transformar sua história em poesia da mais alta qualidade, carregada de erotização, feminilidade e panteísmo.
A primeira publicação foi Livro de Mágoas (1919), uma coletânea de sonetos. Nas obras publicadas posteriormente, Livro de Sóror Saudade(1923), e Chanerca em Flor (1930), a poeta reafirma sua posição ousada para a época. Sonetista perfeita, expressa suas emoções em linguagem telúrica e imagens fortes.
O fim precoce não impediu uma produção literária intensa. Grande parte desta obra só seria revelada ao público após sua morte.

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